Realmente é de assutar o nível de segregação dos tucanos.
Dos 46 parlamentares negros eleitos, 67,3% são PT, 15,2% PCdo B, 8,7% PSB, 4,3% Psol e 4,3% PRB.
NENHUM tucano!
Extraído:
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=4&cod_publicacao=34826
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Datafolha - Dilma, 56%; Serra, 44% dos votos válidos
Veja só... até o DataSerra confirma sobre intenção de votos.
Dilma aparece com 56% dos votos válidos contra 44% de José Serra. No total de votos, incluídos brancos, nulos e indecisos, Dilma 50% e Serra, 40%.
Na comparação com a pesquisa anterior aplicada nos últimos dias 14 e 15, Dilma oscilou 2 pontos percentuais para mais e Serra dois para menos.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos.
Dilma aparece com 56% dos votos válidos contra 44% de José Serra. No total de votos, incluídos brancos, nulos e indecisos, Dilma 50% e Serra, 40%.
Na comparação com a pesquisa anterior aplicada nos últimos dias 14 e 15, Dilma oscilou 2 pontos percentuais para mais e Serra dois para menos.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos.
O livro e a bolinha de papel
Publico reportagem extraída do site da Carta Capital
21 de outubro de 2010 às 16:15h
Dois fatos – a suposta agressão a José Serra e a confissão do jornalista Amaury Ribeiro Jr. sobre a quebra dos sigilos fiscais – e duas versões vendidas pela maioria da imprensa
Dois acontecimentos abalaram a campanha eleitoral nesta quarta-feira 20. O primeiro foi o tumulto que aconteceu no Rio de Janeiro durante a caminhada de José Serra. O segundo, a divulgação pela Polícia Federal que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. é o responsável pela quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra e outros líderes tucanos. Dois casos completamente distintos, mas com um nítido elo em comum: a total discrepância entre os fatos e as versões divulgadas pela maioria da grande imprensa. De tal tamanho e de forma tão escandalosa que desnuda, para quem quiser ver, a gritante – mas não assumida – parcialidade da maioria da mídia no processo eleitoral.
Vejamos:
Caso 1: o SBT mostrou claramente as imagens do tumulto no Rio de Janeiro e deixou explícito, nítido, gravado, que José Serra simulou a suposta agressão. Atingido por uma reles bolinha de papel, ele sequer abaixou as duas mãos a fazer o “V” da vitória. Porém, muito depois, alertado por um telefonema (do marqueteiro de plantão?), levou às mãos a cabeça (do lado oposto ao atingido pelo bólido de celulose) e simulou a dor que o encaminhou para uma tomografia computadorizada e a recomendação médica de 24 horas de absoluto repouso. Esse é o fato.
Entretanto, o que o leitor, ouvinte, telespectador recebeu como informação ontem e hoje? Se dependesse apenas dos veículos ligados aos grandes grupos de comunicação, ficaria informado que Serra foi agredido por um rolo de adesivos arremessado por petistas.
Caso 2: Amaury Ribeiro Jr. confessou à PF que coletava informações para o jornal Estado de Minas com o objetivo de “proteger Aécio Neves” contra possíveis ataques de José Serra, seu opositor dentro do PSDB na disputa pela vaga para a candidatura à presidência. Disse também que suas viagens a São Paulo para buscar os documentos fiscais dos tucanos tinham sido pagas pelo jornal. Também contou que depois de abortada a ideia de se publicar as matérias nos jornais – porque Serra foi ungido como candidato tucano – decidiu escrever um livro sobre as privatizações de FHC, onde seria usada parte das informações coletadas. Contou também que teve uma reunião com o jornalista Luiz Lanzetta, que prestava assessoria para a pré-campanha de Dilma Rousseff, depois de sair dos quadros do jornal mineiro. Nesta reunião, disse que teria sido convidado – ou se convidou, não está claro – para trabalhar na campanha petista e que os dados dos sigilos fiscais por ele conseguidos haviam sido aí capturados de seu micro. Esse é o fato.
Entretanto, o que o leitor, ouvinte, telespectador recebeu como informação ontem e hoje? Se dependesse apenas dos veículos ligados aos grandes grupos de comunicação, ficaria sabendo que Amaury Ribeiro Jr. “fazia parte do grupo de inteligência” da campanha de Dilma e que a PF tentava desvincular o jornalista dos petistas.
As versões se encontram:
Aí o Caso 1 e o Caso 2 se juntam da forma a mais funesta e aterrorizante, pois foram exatamente as versões do Serra covardemente atacado e do jornalista a serviço de Dilma que foram passadas para a grande maioria dos brasileiros. E se não fossem as exceções na TV, na internet, no rádio e na mídia impressa seriam as versões vendidas para a totalidade dos brasileiros.
No seu programa no horário eleitoral desta tarde, Serra apresentou sua versão teatral da suposta agressão. Até quando ela vai sobreviver? E Ribeiro Jr., ficará marcado como o funcionário do jornal Estado de Minas ou como membro do “grupo de inteligência” petista?
21 de outubro de 2010 às 16:15h
Dois fatos – a suposta agressão a José Serra e a confissão do jornalista Amaury Ribeiro Jr. sobre a quebra dos sigilos fiscais – e duas versões vendidas pela maioria da imprensa
Dois acontecimentos abalaram a campanha eleitoral nesta quarta-feira 20. O primeiro foi o tumulto que aconteceu no Rio de Janeiro durante a caminhada de José Serra. O segundo, a divulgação pela Polícia Federal que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. é o responsável pela quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra e outros líderes tucanos. Dois casos completamente distintos, mas com um nítido elo em comum: a total discrepância entre os fatos e as versões divulgadas pela maioria da grande imprensa. De tal tamanho e de forma tão escandalosa que desnuda, para quem quiser ver, a gritante – mas não assumida – parcialidade da maioria da mídia no processo eleitoral.
Vejamos:
Caso 1: o SBT mostrou claramente as imagens do tumulto no Rio de Janeiro e deixou explícito, nítido, gravado, que José Serra simulou a suposta agressão. Atingido por uma reles bolinha de papel, ele sequer abaixou as duas mãos a fazer o “V” da vitória. Porém, muito depois, alertado por um telefonema (do marqueteiro de plantão?), levou às mãos a cabeça (do lado oposto ao atingido pelo bólido de celulose) e simulou a dor que o encaminhou para uma tomografia computadorizada e a recomendação médica de 24 horas de absoluto repouso. Esse é o fato.
Entretanto, o que o leitor, ouvinte, telespectador recebeu como informação ontem e hoje? Se dependesse apenas dos veículos ligados aos grandes grupos de comunicação, ficaria informado que Serra foi agredido por um rolo de adesivos arremessado por petistas.
Caso 2: Amaury Ribeiro Jr. confessou à PF que coletava informações para o jornal Estado de Minas com o objetivo de “proteger Aécio Neves” contra possíveis ataques de José Serra, seu opositor dentro do PSDB na disputa pela vaga para a candidatura à presidência. Disse também que suas viagens a São Paulo para buscar os documentos fiscais dos tucanos tinham sido pagas pelo jornal. Também contou que depois de abortada a ideia de se publicar as matérias nos jornais – porque Serra foi ungido como candidato tucano – decidiu escrever um livro sobre as privatizações de FHC, onde seria usada parte das informações coletadas. Contou também que teve uma reunião com o jornalista Luiz Lanzetta, que prestava assessoria para a pré-campanha de Dilma Rousseff, depois de sair dos quadros do jornal mineiro. Nesta reunião, disse que teria sido convidado – ou se convidou, não está claro – para trabalhar na campanha petista e que os dados dos sigilos fiscais por ele conseguidos haviam sido aí capturados de seu micro. Esse é o fato.
Entretanto, o que o leitor, ouvinte, telespectador recebeu como informação ontem e hoje? Se dependesse apenas dos veículos ligados aos grandes grupos de comunicação, ficaria sabendo que Amaury Ribeiro Jr. “fazia parte do grupo de inteligência” da campanha de Dilma e que a PF tentava desvincular o jornalista dos petistas.
As versões se encontram:
Aí o Caso 1 e o Caso 2 se juntam da forma a mais funesta e aterrorizante, pois foram exatamente as versões do Serra covardemente atacado e do jornalista a serviço de Dilma que foram passadas para a grande maioria dos brasileiros. E se não fossem as exceções na TV, na internet, no rádio e na mídia impressa seriam as versões vendidas para a totalidade dos brasileiros.
No seu programa no horário eleitoral desta tarde, Serra apresentou sua versão teatral da suposta agressão. Até quando ela vai sobreviver? E Ribeiro Jr., ficará marcado como o funcionário do jornal Estado de Minas ou como membro do “grupo de inteligência” petista?
Turma de Aécio está furiosa com PSDB-SP
Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:
Um diretor do jornal “Estado de Minas” e um jornalista de Brasília reúnem-se, hoje à tarde, numa discreta confeitaria em Brasília.
O assunto da conversa: o depoimento de Amaury Ribeiro Jr. na Polícia Federal. Amaury realizou no ano passado amplo levantamento sobre as atividades de Serra e de pessoas próximas a Serra. Na época, Amaury trabalhava para o jornal “Estado de Minas” – próximo de Aécio. A investigação teria como objetivo municiar a turma de Aécio para enfrentar os dossiês supostamente montados por Serra contra o então governador de Minas. Depois, Amaury abandonou o jornal, e teria se aproximado da pré-campanha de Dilma – sem nunca ter-se integrado à campanha petista. Esse era o assunto da conversa hoje, em Brasília.
De repente, o papo é interrompido por um telefonema. O diretor do “Estado de Minas” atende o celular. Do outro lado da linha, furiosa, está Andréa Neves – a poderosa irmã de Aécio. Andréa está brava com a turma do PSDB de São Paulo, especialmente brava com Eduardo Jorge (que já foi secretário de FHC, e é arrecadador da campanha de Serra). Ela fala tão alto, no desabafo com o diretor do jornal mineiro, que o jornalista de Brasília – ali na mesa da confeitaria - consegue ouvir a voz de Andréa, a saltar do celular.
Por que Andréa (e, por extensão, Aécio) está furiosa?
Porque foi Eduardo Jorge quem vazou para jornais de São Paulo o teor do depoimento de Amaury Ribeiro Jr. Amaury não teria falado uma palavra sobre Aécio ou Minas. Teria assumido toda a história sozinho. Andréa e Aécio querem saber: por que EJ (como é chamado nos bastidores tucanos) vazou uma versão do depoimento que – em última instância – pode jogar a bomba no colo de Aécio?
Serra precisa, desesperadamente, de Minas Gerais para equilibrar o jogo no segundo turno. A capa da “Veja” – essa semana – cumpriu essa papel: apresentar Aécio de forma simpática, como o fator que pode resolver a eleição em favor de Serra. É como se a ‘Veja” e Serra dissessem a Aécio: “venha com a gente, rapaz, que você será bem tratado!" Serra deve ter prometido mundos e fundos ao mineiro: preferência para concorrer em 2014, fim da reeleição, muito mais.
Só que as feridas de Aécio ainda sangram. A forma como Serra barrou a pretensão do mineito, de decidir a candidatura tucana em prévias, deixou sequelas. Serra acenou com dossiês. Barrou Aécio na marra. Agora, tudo isso vem à tona, de novo, com a história do depoimento de Amaury.
Não interessava a Serra vazar essa história agora! Por que, então, EJ jogou contra o interesse de Serra? O motivo seria Serra ter protegido Paulo Preto – quando EJ está em guerra com Preto?
Corte rápido para o outro lado do campo. Uma boa fonte liga-me de Brasília para informar que – na primeira semana do segundo turno – Lula teria dedicado boa parte de seus esforços (com a ajuda providencial de Ciro Gomes) para arrancar de Aécio um compromisso: não entrar de cabeça na campanha de Serra.
O que Aécio vai escolher: ajudar Serra, acreditando que o paulista cederá lugar a ele em 2014? Ou fingir-se de morto, ajudar (ainda que indiretamente) Dilma e virar o líder da oposição?
A irritação de Andréa Neves, na ligação de hoje, dá uma boa pista do que deve acontecer: as relações entre Serra e Aécio desandaram.
Acabo de escrever esse texto e fico sabendo da nota que acaba de ser divulgada pelo PSDB sobre o caso. Está recheada de acusações ao PT. Mas quem conhece os bastidores da política tucana sabe: é uma forma dos tucanos apagarem incêndio e acalmarem a turma de Aécio.
Um diretor do jornal “Estado de Minas” e um jornalista de Brasília reúnem-se, hoje à tarde, numa discreta confeitaria em Brasília.
O assunto da conversa: o depoimento de Amaury Ribeiro Jr. na Polícia Federal. Amaury realizou no ano passado amplo levantamento sobre as atividades de Serra e de pessoas próximas a Serra. Na época, Amaury trabalhava para o jornal “Estado de Minas” – próximo de Aécio. A investigação teria como objetivo municiar a turma de Aécio para enfrentar os dossiês supostamente montados por Serra contra o então governador de Minas. Depois, Amaury abandonou o jornal, e teria se aproximado da pré-campanha de Dilma – sem nunca ter-se integrado à campanha petista. Esse era o assunto da conversa hoje, em Brasília.
De repente, o papo é interrompido por um telefonema. O diretor do “Estado de Minas” atende o celular. Do outro lado da linha, furiosa, está Andréa Neves – a poderosa irmã de Aécio. Andréa está brava com a turma do PSDB de São Paulo, especialmente brava com Eduardo Jorge (que já foi secretário de FHC, e é arrecadador da campanha de Serra). Ela fala tão alto, no desabafo com o diretor do jornal mineiro, que o jornalista de Brasília – ali na mesa da confeitaria - consegue ouvir a voz de Andréa, a saltar do celular.
Por que Andréa (e, por extensão, Aécio) está furiosa?
Porque foi Eduardo Jorge quem vazou para jornais de São Paulo o teor do depoimento de Amaury Ribeiro Jr. Amaury não teria falado uma palavra sobre Aécio ou Minas. Teria assumido toda a história sozinho. Andréa e Aécio querem saber: por que EJ (como é chamado nos bastidores tucanos) vazou uma versão do depoimento que – em última instância – pode jogar a bomba no colo de Aécio?
Serra precisa, desesperadamente, de Minas Gerais para equilibrar o jogo no segundo turno. A capa da “Veja” – essa semana – cumpriu essa papel: apresentar Aécio de forma simpática, como o fator que pode resolver a eleição em favor de Serra. É como se a ‘Veja” e Serra dissessem a Aécio: “venha com a gente, rapaz, que você será bem tratado!" Serra deve ter prometido mundos e fundos ao mineiro: preferência para concorrer em 2014, fim da reeleição, muito mais.
Só que as feridas de Aécio ainda sangram. A forma como Serra barrou a pretensão do mineito, de decidir a candidatura tucana em prévias, deixou sequelas. Serra acenou com dossiês. Barrou Aécio na marra. Agora, tudo isso vem à tona, de novo, com a história do depoimento de Amaury.
Não interessava a Serra vazar essa história agora! Por que, então, EJ jogou contra o interesse de Serra? O motivo seria Serra ter protegido Paulo Preto – quando EJ está em guerra com Preto?
Corte rápido para o outro lado do campo. Uma boa fonte liga-me de Brasília para informar que – na primeira semana do segundo turno – Lula teria dedicado boa parte de seus esforços (com a ajuda providencial de Ciro Gomes) para arrancar de Aécio um compromisso: não entrar de cabeça na campanha de Serra.
O que Aécio vai escolher: ajudar Serra, acreditando que o paulista cederá lugar a ele em 2014? Ou fingir-se de morto, ajudar (ainda que indiretamente) Dilma e virar o líder da oposição?
A irritação de Andréa Neves, na ligação de hoje, dá uma boa pista do que deve acontecer: as relações entre Serra e Aécio desandaram.
Acabo de escrever esse texto e fico sabendo da nota que acaba de ser divulgada pelo PSDB sobre o caso. Está recheada de acusações ao PT. Mas quem conhece os bastidores da política tucana sabe: é uma forma dos tucanos apagarem incêndio e acalmarem a turma de Aécio.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O que pode fazer uma bolinha de papel
Sem muitos comentários... Como uma bolinha de papel pode fazer alguém parar em dois hospitais e ainda realizar uma tomografia? Veja o vídeo e tire as suas conclusões. É importante afirmar que discordo de todo tipo de violência. Todos precisam contar com a liberdade democrática para as manifestações. Acho lamentável o ocorrido. Mas fazer do tumulto no calçadão de Campo Grande um fato político para campanha eleitoral... também é muito lamentável. Serra deveria tentar o Oscar. André Jorge Marinho
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