sexta-feira, 11 de maio de 2012

Nota da CUT sobre a Comissão Nacional da Verdade

Central reitera seu apoio a Comissão, mas lamenta composição que exclui familiares das vítimas da ditadura, representantes dos trabalhadores e de grupos e movimentos sociais

Escrito por: CUT Nacional

A CUT manifesta seu apoio à constituição da Comissão Nacional da Verdade, instrumento que deverá aprofundar a investigação das atrocidades cometidas durante a Ditadura Militar (1964-1985). A CUT defende a punição dos torturadores e assassinos que agiram a serviço do regime militar e que continuam impunes até os dias de hoje.
 
Sem punição, continuaremos convivendo com casos de abusos policiais, torturas e criminalização da pobreza: sem Democracia, portanto. Os brasileiros que lutaram contra a Ditadura Militar e entregaram a vida em defesa da Democracia e de um país mais justo merecem memória, verdade e justiça! A CUT continuará a pressão para que a Comissão Nacional da Verdade, além de investigar esse triste período de nossa história, apresente elementos para a punição dos culpados das violações de direitos humanos e para que a justiça seja feita por meio do devido processo legal.
 
Contudo, não podemos comemorar a composição dessa Comissão, finalmente decidida e anunciada pelo governo sem a inclusão de familiares das vítimas da Ditadura Militar  de representantes dos Trabalhadores e de grupos e movimentos sociais que lutaram pela redemocratização do país. Ainda que respeitável, o perfil exclusivamente jurídico da maioria dos membros, bem como a interpretação que alguns fazem da Lei da Anistia, que mantém impunes os torturadores, são preocupantes.
 
A CUT espera e trabalhará para que a Comissão supere estas e outras limitações e que venha a contribuir com o definitivo -- e cada vez mais urgente e inadiável -- acerto de contas entre o Brasil e a Ditadura Militar.
 
Executiva Nacional da CUT

Descoberta a identidade siamesa de Roberto Cívita e Rupert Murdoch

 Foto: Reuters TV_ Fred Chalub/Folhapress

Reportagem do membro da ala radical do PT: André Jorge Marinho

Na reportagem postado no site do jornal O Globo, intitulada "Roberto Civita não é Rupert Murdoch", onde ninguém assina a reportagem. A turma do PIG (Partido da Imprensa Golpista) tenta de forma desesperada, estabelecer que a "ala radical do PT" está por trás da tentativa de derrubada do Cachoeira, Demostenes (que deveria se chamar Ostenes depois que saiu do DEM) e da Revista Veja.

Não poderia ser diferente o posicionamento das organizações Globo. Até o reino mineral conhece o histórico do badalado "padrão Globo de comunicação" e o seu envolvimento na difusão de notícias um tanto quanto estranhas a realidade. 

Agora, falar que a Veja não invadiu a privacidade das pessoas para obter informações. Como é o caso do Hotel em Brasília que colocaram uma câmera escondida, e que não era para fazer nenhuma pegadinha como aquelas do Sérgio Malandro, beira a overdose de drogas sintéticas. 

Muitas águas vão rolar Cachoeira abaixo (se permitirem o trocadilho). Aguardemos os próximos capítulos dessa novela do Latifúndio midiota patrocinada pelo PIG.

Realmente gostaria de deter junto com todas as alas radicais o poder para patrocinar a derrubada dessa turma. Vontade não falta, por isso fico com Jorge Ben: Ai, ai caramba!



Para Dilma, país cria o presente e o futuro com a construção de creches

Fonte: MEC 
 
A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, inauguraram na manhã desta sexta-feira, 11, no município de Betim, Minas Gerais, mais uma creche construída com recursos do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). O Centro Infantil Wilma Costa Pinto Afonso, no bairro de Sítio Poções, atenderá 248 crianças até cinco anos de idade. Recursos de R$ 1,3 milhão foram investidos na construção da creche.

Para a presidenta Dilma Rousseff, é importante ver a creche não apenas como um local para deixar os filhos e poder trabalhar, mas para o desenvolvimento da própria criança. É uma forma, segundo ela, de “atacar na raiz” a diferença de oportunidades. “Estamos criando o presente e o futuro do Brasil”, disse Dilma. “Levar a criança para a creche garante uma vida melhor e uma oportunidade melhor para ela. Lá serão despertadas qualidades que serão importantíssimas para enfrentar a disputa no mercado de trabalho por um emprego cada vez maior.”

A presidenta também lembrou a proximidade do Dia das Mães e a responsabilidade assumida pelo governo federal de construir unidades de educação infantil em todo o país. “Creche não é só o nosso presente de Dia das Mães, mas uma responsabilidade do governo federal”, salientou.

Durante a solenidade em Betim, também foram entregues as chaves de 1.160 moradias a beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. O ministro Aloizio Mercadante destacou a importância de os moradores receberem as chaves do primeiro imóvel próprio e enfatizou que a chave para o futuro é permitir que os filhos dessas famílias possam frequentar a creche também inaugurada.

Mercadante disse ser fundamental que as mães possam deixar seus filhos na creche para trabalhar e, mais do que isso, a educação de qualidade que os filhos terão. “A criança precisa desenvolver os estímulos pedagógicos adequados, aprender a escrever e a ler até os oito anos”. De acordo com o ministro, “tudo começa nas creches” e o caminho do futuro é a escola. “Vamos combater a desigualdade no país por meio da escola”, disse.

A solenidade teve a participação, também, dos ministros das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e da prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara, entre outras autoridades.

Segundo a coordenadora de educação infantil do município, Consuelo Maria Arruda Ribeiro, a meta na cidade é construir 13 unidades de educação infantil e oferecer cerca de 3 mil vagas até o próximo ano. Ainda este ano, a prefeitura pretende colocar em funcionamento outras duas creches, em agosto e em dezembro. A oferta chegará a 500 vagas.

Lançado em 2007, o Proinfância presta assistência financeira suplementar ao Distrito Federal e a municípios que assinaram termo de adesão ao plano de metas Compromisso Todos pela Educação e elaboraram o Plano de Ações Articuladas (PAR). Os recursos destinam-se à construção e aquisição de equipamentos e mobiliário para creches e unidades públicas da educação infantil.

Até 2010, o Proinfância firmou convênios para a construção de 2.528 creches e pré-escolas. Em 2011, passou a integrar a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). Assim, pode financiar 6.427 escolas de educação infantil em municípios de todo o país até 2014.

Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: educação, infantil, creches, Proinfância

Comissão da Verdade: entidades elogiam os nomes escolhidos por Dilma



Em comissão da Câmara, parlamentares dos setores esvaziaram reunião

BRASÍLIA - Uma inusitada parceria entre o lobby da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e parlamentares católicos e evangélicos impediu nesta quarta-feira a aprovação de projeto que cria a Contribuição Social das Grandes Fortunas (CSGF), recurso que seria destinado exclusivamente para a saúde. Essa união de forças se deu na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. O autor do pedido de verificação de quórum na comissão, uma manobra para impedir aprovação de projetos, foi do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), médico que se apresenta como defensor da saúde. Desde o início da sessão, assessores da CNI e de deputados evangélicos negociaram boicotar a reunião.
O interesse dos religiosos era evitar, mais uma vez, um projeto que tramita há anos no Congresso e que cria direitos previdenciários para dependentes de homossexuais. Este nem chegou a ser apreciado. E o da bancada da CNI era impedir a votação do projeto que taxa as grandes fortunas. E conseguiram. Parlamentares desses dois grupos esvaziaram a sessão. O projeto que taxa as grandes fortunas tem como autor o deputado Doutor Aluizio Júnior (PV-RJ). Pela proposta, são criadas nove faixas de contribuição a partir de acúmulo de patrimônio de R$ 4 milhões e a última faixa é de acima de R$ 115 milhões. O projeto atinge 38 mil brasileiros, com patrimônios que variam nessas faixas.
- São R$ 14 bilhões a mais para a saúde por ano. Desse total, R$ 10 bilhões viriam de 600 pessoas, mais afortunadas do país. Vamos insistir com o projeto - disse Aluizio Júnior.
A relatora do projeto foi a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que deu parecer favorável. O projeto das grandes fortunas chegou a ser votado e 14 parlamentares votaram sim e três, não. Foi nesse momento que Perondi pediu a verificação de quórum e eram precisos 19 votantes ao todo. E tinham 17. Faltaram apenas dois para a matéria ser considerada aprovada.
Quando começou a votação, parlamentares do PSDB e do DEM deixaram o plenário. O deputado Doutor Paulo César (PSD-RJ) fez um parecer contrário ao de Jandira e argumentou que taxar grandes fortunas iria espantar os investimentos e empresários levariam dinheiro para fora do país. Mas a derrota, no final, pode ser atribuída a dois parlamentares evangélicos. Um deles, Pastor Eurico (PSB-PE) chegou a fazer um discurso a favor da taxação das grandes fortunas e afirmou até que a Câmara está cheio de lobbies de interesses. Chegou a ser aplaudido, mas, na hora de votar, atendeu ao apelo da parceria CNI-religiosos, e deixou o plenário. Nem sequer votou. Outro deputado, Marco Feliciano (PSC-SP), defensor dos interesses religiosos deixou o plenário quando se inicia a votação.
O advogado Paulo Fernando Melo, um assessor das bancadas religiosas e que atuou na parceria com a CNI, comemorou o resultado.
- Tinham duas matérias polêmicas na pauta (pensão para gays e taxação de grandes fortunas). No final, a articulação desses dois setores, que é regimental, deu certo e os dois lados saíram vitoriosos - disse Paulo Fernando.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/parceria-cni-igreja-derruba-votacao-para-tributar-fortunas-4852977#ixzz1uZuEhLag

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vida de Cão. Episódio de hoje: Os vingadores


Extra, extra Thor Batista apronta novamente


Como o povo é criativo...


Thor X Thor Batista


universidades federais em 2010 pelo Enem


Rafael Targino
Do UOL, em São Paulo
Três em cada dez estudantes entraram em cursos presenciais de universidades federais em 2010 por meio do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A informação consta do Resumo Técnico do Censo da Educação Superior, divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
De acordo com o estudo, 79.506 (31,7%) dos 251.059 novos alunos dessas instituições ingressaram após fazer a prova. No país, 15,4% de todos os estudantes –de instituições públicas ou privadas de ensino superior- entraram por meio do Enem. A região Sul é campeã de acessos às universidades federais via Enem. Quase metade dos ingressantes (44,2%) prestou o exame (veja os números completos abaixo).
Para especialistas, os números podem mostrar um sinal inicial rumo à democratização do acesso, mas o ideal seria aumentar o número de vagas nas universidades públicas ou estimular políticas como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada). 
INGRESSOS NO ENSINO SUPERIOR - BRASIL
 TotalFederalEstadualMunicipalPrivada
Total1.590.212251.059130.03527.4681.181.650
Com o uso do Enem244.36279.5062.454652161.750
 15,4%31,7%1,9%2,4%13,7%

  • Fonte: Inep/MEC
Todos os usos
INGRESSOS NAS FEDERAIS VIA ENEM
ExclusivoNão exclusivoTotal
43.14036.36679.506
54,27%45,73%100%
  • Fonte: Inep/MEC
Democratização
TOTAL DOS INGRESSOS EM FEDERAIS VIA ENEM
 % do total
Centro-Oeste13,4%
Nordeste36,9%
Norte12,2%
Sudeste32,4%
Sul44,2%
  • Fonte: Inep/MEC
O ano de 2010 é o primeiro em que os estudantes entraram nas universidades com este novo modelo do Enem. A prova de 2009 foi a que implantou as mudanças no exame.
A universidade decide se vai usar o Enem ou não. A partir daí, cada instituição também tem a liberdade de escolher se usará somente o exame para a seleção (caso, por exemplo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ), se a nota contará parcialmente (a Federal de Minas Gerais utilizou o Enem, no ano passado, como primeira fase) ou para preenchimento separado de vagas (como a Universidade de Brasília, que usa a prova para preencher vagas remanescentes).
Quando o número total é desmembrado em "uso exclusivo" e "uso não exclusivo", percebe-se que pouco mais da metade (54,27%) dos alunos que entraram em cursos presenciais nas federais participaram de processos que usavam somente o Enem (veja tabela ao lado).
Nas faculdades particulares, o total de ingressos corresponde a 13,7% do total (161.750 de 1.181.650 estudantes entraram pelo Enem). Segundo o Inep, esse resultado sugere que “o Enem contribui consideravelmente na organização dos processos seletivos realizados por instituições privadas”.
Para Silvia Maria Leite, professora da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e especialista em acesso à educação superior, o uso da nota do Enem mostra algo, mas ainda é um “movimento fraco” rumo à democratização.
"O Enem facilita à medida em que o candidato deixa de fazer uma peregrinação pelo país. Mas a gente não pode pensar em democratizar o acesso só pelo processo da seleção. A gente tem que pensar no antes e no durante. Para pensar o acesso, tem que ter uma boa educação básica, por exemplo.” Ela acredita, mesmo se dizendo favorável ao exame, que o Enem é o Estado “regulando e regulamentando” a entrada neste nível de ensino.
“O Estado resolve criar um exame para avaliar a saída [do ensino médio] e esse exame acaba sendo um de entrada no ensino superior. Não tenho nada contra o Enem, acho que ele é melhor que o vestibular. Mas é o estado mais uma vez tomando as rédeas do acesso ao ensino superior.” A utilização do Enem é de escolha da universidade.
Já para Mozart Ramos Neves, conselheiro do movimento “Todos pela Educação” e ex-reitor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), esse número de ingressos nas federais pelo Enem já é algum sinal. “A gente está começando uma bola de neve. Para uma primeira fase, já é um percentual representativo”, diz.
Segundo ele, no entanto, o que melhora o acesso ao ensino superior não é a prova em si –“ela poderia ter outro nome que o efeito seria o mesmo”, afirma– , mas a criação de uma “matriz” de vagas.
“O que democratiza é você ter um sistema nacional de oferta de vagas. Esse é o pulo do gato. Não é o Enem em si. É o fato de que a forma estrutural pela qual o Enem foi montado, pelo Sisu, por exemplo, que democratizou o acesso a outras universidades”, diz.
Pagando uma única taxa de inscrição e fazendo uma única prova, é possível concorrer, ao mesmo tempo, a vagas em diferentes instituições. "O 'xis' da questão", afirma Ramos, "é que o Enem possibilitou um acesso matricial de ingressos: um conjunto de universidades, um conjunto de vagas."

Hotéis terão de explicar na Câmara altos preços das diárias no Rio


Câmara não pagará hospedagem para deputados durante a Rio+20 se preços não forem reduzidos.
Reportagem - Geórgia Moraes/Rádio Câmara 
Edição - Marcelo Oliveira
Gustavo Lima
Flávio Dino (presidente do Instituto Brasileiro de Turismo-Embratur)
Flávio Dino: setor não deve aproveitar aumento da demanda para praticar preços abusivos.
O setor hoteleiro terá de explicar, na Câmara, os valores considerados abusivos das diárias no Rio de Janeiro. Um requerimento, do deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE), para realização de audiência pública sobre esse assunto, em data a ser definida, foi aprovado nesta quarta-feira pela Comissão de Turismo e Desporto. Entre outros, serão convidados representantes da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos; da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis; e do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil.

O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que a Casa não pagará as diárias dos deputados em hotéis durante a Conferência Rio+20, sobre desenvolvimento sustentável, que será sediada no Rio de Janeiro em junho. Segundo ele, os hotéis apresentaram "preços abusivos".
Durante debate sobre os planos da Embratur para 2012, o deputado Valadares Filho (PSB-SE) levantou o problema do custos de hospedagem no Brasil, principalmente em períodos de grandes eventos de interesse internacional. Ele informou que integrantes do Parlamento Europeu estão cancelando sua vinda à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada em junho na capital fluminense, em razão do custo da viagem.
Na reunião desta quarta-feira, Dino também destacou a necessidade de mais verbas publicitárias para divulgar o Brasil no exterior. Ele informou que, atualmente, a Embratur conta com R$ 26 milhões para essa atividade. "Há estados que dispõem de mais recursos do que nós", lamentou. Em 2011, segundo o dirigente, o setor de turismo rendeu ao País R$ 6,8 bilhões.
Matéria atualizada em 10/05
Matéria atualizada em 10/05
Reportagem - Geórgia Moraes/Rádio Câmara
Edição - Marcelo Oliveira
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

"Fiquei sabendo que o preço que estava sendo cobrado da diária do hotel que estava sendo oferecido à Câmara dos Deputados é de algo em torno de R$ 1,6 mil a diária. E eu já determinei que a Câmara não irá pagar essa diária para garantir a participação dos deputados na Rio+20 nessas condições", afirmou.
Grandes eventos
O presidente da Embratur, Flávio Dino, informou que o governo fez sua parte ao abrir linhas de financiamento pelo BNDES e promover a desoneração tributária para hotéis no Plano Brasil Maior. O dirigente fez um apelo aos empresários do setor para que não aproveitem o momento de superaquecimento da demanda para praticar preços abusivos. “Isso interfere na imagem do País, que terá uma sequencia de grandes eventos. Se houver uma má compreensão em busca de margens de lucro muito elevadas, estaremos, na verdade, matando a galinha dos ovos de ouro e comprometendo a sustentabilidade do crescimento do turismo no Brasil", declarou.
Por sua vez, o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) defendeu que mais hotéis sejam construídos no Rio de Janeiro. "Não vejo o governo procurar grandes redes internacionais que ainda não estão no Brasil", criticou.
Orçamento 
Na reunião desta quarta-feira, Dino também destacou a necessidade de mais verbas publicitárias para divulgar o Brasil no exterior. Ele informou que, atualmente, a Embratur conta com R$ 26 milhões para essa atividade. "Há estados que dispõem de mais recursos do que nós", lamentou. Em 2011, segundo o dirigente, o setor de turismo rendeu ao País R$ 6,8 bilhões.
Dino pediu o empenho dos parlamentares para que o orçamento da autarquia, hoje avaliado em R$ 200 milhões, tenha um aumento de pelo menos 50% no próximo ano. O presidente da Comissão de Turismo e Desporto, deputado José Rocha (PR-BA), acha possível destinar uma emenda de comissão para a Embratur no Orçamento da União de 2013.

COMEÇAM OS PREPARATIVOS PARA A CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO

A realização da próxima Conferência Nacional de Educação (Conae) em 2014 e a construção de um calendário geral para as ações ligadas ao evento são os principais temas da reunião geral do Fórum Nacional de Educação (FNE), que acontece nesta terça-feira, 20, em Brasília.
O encontro, com representantes de entidades do governo e da sociedade civil, se resume em duas grandes discussões, de acordo com o secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação, Francisco Chagas, coordenador do fórum. "Nossa pauta hoje são basicamente dois pontos. O primeiro a respeito das emendas ao Plano Nacional de Educação, outro sobre a deflagração de um calendário geral para a construção da próxima Conferência Nacional de Educação", explica.
A última Conae aconteceu em 2010 e contou com a participação de 2,5 mil delegados de todo o país. Na ocasião, o texto aprovado nos seis eixos temáticos da conferência serviu de base para a elaboração do atual Plano Nacional de Educação (PNE), cujo projeto tramita no Congresso Nacional.
Na plenária desta terça-feira, ainda serão discutidas as emendas apresentadas na Câmara dos Deputados ao PNE e elaborado um documento com o posicionamento do fórum a respeito. "A intenção é oferecer ao relator do plano na Câmara as emendas recomendadas e não recomendadas de acordo com a última Conae", afirma Chagas.
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: Portal do MEC

Movimentos sociais vão integrar o Fórum Nacional de Educação


Fonte: MEC
Os movimentos sociais pela educação de indígenas e de gênero e diversidade passam a compor o Fórum Nacional de Educação (FNE). É o que estabelece portaria publicada nesta quinta-feira, 10, assinada pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O fórum é um espaço de planejamento educacional participativo e democrático destinado a fortalecer o diálogo entre a sociedade civil e o Estado brasileiro.
Para o secretário-executivo-adjunto do Ministério da Educação, Francisco das Chagas Fernandes, a integração dos novos representantes ao fórum é um acréscimo à pluralidade de pensamento e à diversidade da entidade. “Quando falamos em educação para todos, para se ter educação com qualidade social é necessário que se veja a educação de forma inclusiva”, disse.
Sobre os movimentos de gênero e diversidade, o representante titular será indicado pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). O suplente, pela União Brasileira de Mulheres (UBM). A Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (Cneei) do MEC, a seu tempo, indicará os representantes, titular e suplente.
Entre as atribuições do fórum estão participar do processo de concepção, implementação e avaliação da política nacional de educação, além de acompanhar, junto ao Congresso Nacional, a tramitação de projetos legislativos referentes a essa política.

Portaria do MEC nº 502, de 9 de maio de  2012, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 10, seção 1, página 23. 


Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: diversidade, indígenas, gênero, fórum

Fusão entre a revista Veja e a Exame


A luta contra o neoliberalismo é internacional

Os trabalhadores da Educação e da Saúde, junto com os estudantes realizaram manifestação contra as medidas de austeridade e cortes públicos que o governo espanhol esttá realizando. Veja mais em

Latifúndio Midiota será lançado nesta quinta-feira à noite em Curitiba e sexta à tarde no Rio de Janeiro

Fonte: CUT Brasil  

Livro que inaugura selo Barão de Itararé denuncia “crimes, crises e trapaças” da mídia

 

Livro defende democratização da comunicação e denuncia ação mentirosa e manipuladora dos grandes conglomerados de mídia
Livro defende democratização da comunicação e denuncia ação mentirosa e manipuladora dos grandes conglomerados de mídia
O livro Latifúndio Midiota, crimes, crises e trapaças, de Leonardo Wexell Severo, assessor da CUT Nacional e do Coletivo de Comunicação das Centrais Sindicais do Cone Sul será lançado nesta quinta-feira em Curitiba, durante a Noite Cultural do 1º Curso Estadual de Comunicação Popular do Paraná e, na sexta-feira, no Rio de Janeiro. A obra inaugura o selo Barão de Itararé.
No Paraná, o evento acontece na Casa do Trabalhador, rua João Baptista Gabardo, 433, Sítio Cercado. No Rio de Janeiro, o lançamento seguido de debate será no auditório da CUT-RJ (Av. Presidente Vargas, 502/15º, Centro).
Com um título criativo e politicamente irônico, “Latifúndio Midiota: crime$, crise$ e trapaça$” (Editora Papiro, 132 páginas, R$ 20,00) reúne “assuntos e pautas que foram solenemente ignorados ou mascarados pela ‘grande’ mídia”, nas palavras do próprio autor.
De acordo com Leonardo Severo, a obra pretende ainda fazer com que as pessoas enxerguem com um olhar crítico e não mais passivo a informação que recebem da velha mídia. “Infelizmente, nós temos uma Constituição que nos seus artigos 220 a 224 não foi regulamentada por conta de uma correlação de forças bastante desfavorável aos movimentos sociais. Temos que estar cada vez mais atentos, unidos e mobilizados num diálogo permanente com a sociedade e governos progressistas para que tenhamos uma verdadeira liberdade na comunicação”, explica.
Segundo o presidente do Centro Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, “o novo livro de Leonardo é uma arma afiada nas mãos dos lutadores do povo que não se deixam manipular e deformar pelos monopólios midiáticos. É uma honra e alegria participar da publicação deste livro – inaugurando o nosso selo”.
Secretária nacional de Comunicação da CUT e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti acredita que a obra traz consigo uma intensa capacidade de sensibilizar para a necessidade de darmos respostas coletivas aos desmandos dos monopólios de desinformação.  “Que a indignação presente em cada uma das linhas deste livro acenda os sinais de alerta para o veneno a que somos submetidos diariamente, e nos desintoxique, fortalecendo o compromisso com a democratização da comunicação, com a luta e a vitória do Brasil e da Humanidade”, enfatizou.
 
 

Sobre o autor
 
Leonardo Wexell Severo é redator especial do jornal Hora do Povo, colaborador do jornal Brasil de Fato e do site Vermelho. Integra o coletivo de comunicação da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), assessora a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e é membro fundador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Formado em Radialismo e Televisão pela Universidade Federal de Santa Maria-RS, cursou Política e Economia na Escola Júlio Antonio Mella, em Havana-Cuba, sendo pós-graduado em Política Internacional pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo. Foi membro da executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) na gestão que comandou as mobilizações pelo impeachment de Fernando Collor.
Integrou brigadas internacionais para a colheita do café na Nicarágua Sandinista e de solidariedade à Cuba Socialista. Representou o Brasil na delegação em apoio ao povo palestino, durante a segunda intifada, quando entrevistou o presidente Yasser Arafat, em Gaza, tendo contribuído com artigo no livro “O Apartheid de Israel”, de Nathaniel Braia. Nos últimos anos acompanhou a delegação cutista na cobertura dos Fóruns Sociais Mundiais e Regionais (Caracas, Nairóbi, Recife, Belém, Assunção e Dakar) e, em 2008, na fundação da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (Panamá). É autor do livro “Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo” (Editora Limiar, 2008) e editor, em parceria com Valdo Albuquerque, do livro “A Regulamentação do Artigo 192: Desenvolvimento e Cidadania” (Editora Papiro, 2010), publicado conjuntamente pelo Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) e pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Emir Sader: Que morra de sede o capital especulativo


Escrito por: Emir Sader

Originalmente o capital financeiro era um apoio do capital produtivo. Os agricultores tomavam dinheiro emprestado para a colheita, depois devolviam uma parte dos seus ganhos para os emprestadores.

O neoliberalismo teve como sua bandeira central a desregulamentação, a partir do diagnóstico de que a economia tinha deixado de crescer porque haveria excessiva quantidade de normas, que dificultariam os investimentos. Por isso o programa neoliberal pode ser resumido em: desregulamentação, liberalização, para a livre circulação dos capitais. Supostamente os capitais investiriam mais e todos terminariam ganhando, com mais produção, mais emprego, etc.

Não foi o que aconteceu. Porque o capital não é feito para produzir, mas para acumular riqueza. A desregulamentação promoveu uma gigantesca transferência de capitais do setor produtivo ao setor especulativo, onde os capitais ganham muito mais, pagando menos impostos e com liquidez quase total. Esse fenômeno se deu em escala mundial, a ponto de que atualmente mais de 90% dos intercâmbios econômicos não são de produção de bens, mas de compra e venda de papeis, de especulação, que não produz nem bens, nem empregos.

O neoliberalismo promoveu assim a hegemonia do capital financeiro, sob sua forma especulativa. Não a de financiar investimentos produtivos ou pesquisas ou consumo, mas de viver e lucrar da venda e compra de papeis, em detrimento da produção e da geração de empregos.

O poder do capital financeiro, diante de Estados fragilizados pelas aberturas econômicas dos mercados internos, pela financeirização das economias, pela desregulamentação econômica, faz com que ele seja o agente fundamental das crises econômicas, que são detonadas como crises financeiras.

Em 2008, a crise atual começou como crise dos bancos. Estes foram salvos pelos Estados. Mas, ao invés de salvarem os países, eles se salvaram a si mesmos. No novo ciclo da mesma crise, iniciado em 2011, os bancos foram agentes da crise e desta vez quebram Estados.

No Brasil, a taxa de juros mais alta do mundo é um obstáculo fundamental para dar continuidade ao ciclo de expansão econômica, com as políticas sociais intrinsecamente vinculadas a ela. Ela atrai o capital especulativo internacional e nacional, com todas as consequências desestabilizadoras sobre nossa economia.

O governo brasileiro está comprometido com que os juros no Brasil cheguem ao nível internacional, deixando de atrair o pior capital para cá. Mas isso não basta, é preciso taxar de forma mais forte a circulação do capital financeiro.

Esse é um enfrentamento antineoliberal central: quebrar a hegemonia do capital especulativo no Brasil. Fazer com que o capital especulativo morra de sede.