Depois de provocar polêmica ao anunciar a substituição da palavra
ditadura por regime militar, o governo do presidente do Chile, Sebastián
Piñera, recuou hoje (6) na decisão. A ideia era fazer a substituição
nos livros didáticos utilizados em todas as escolas chilenas ao
mencionar a gestão do general Augusto Pinochet (1973-1990) – que marcou
um dos períodos mais cruéis da história do Chile.
As informações são da Presidência da República do Chile. As autoridades
informaram que a suspensão da medida será analisada na próxima reunião
do Conselho de Educação em data a ser definida.
Em entrevista coletiva, o ministro de Educação, Harald Beyer, negou que
a intenção do governo era gerar controvérsia e polêmica. O
secretário-geral de Governo, Andrés Chadwick, acrescentou ainda que não
houve o objetivo de politizar os livros didáticos.
A alteração envolvia os livros destinados às crianças de 6 a 12 anos.
De acordo com Beyer e Chadwick, a ideia de substituir a palavra foi de
buscar uma expressão "mais geral". A mudança estava inserida na Lei
Geral de Educação.
“O governo nunca teve a intenção de ignorar a natureza antidemocrática
do regime de violações de direitos humanos que ocorreu durante o regime
militar”, disse o ministro da Educação. Segundo ele, a proposta de
substituição da palavra “ditadura” por “regime” foi sugerida por um
grupo de especialistas. “Foi um processo participativo, aberto e
transparente.”
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