Karol Assunção
Jornalista da Adital
Adital
Apesar
das vantagens do computador e da internet, é preciso tomar cuidado com os
conteúdos postados e recebidos pela rede mundial. Em uma nota divulgada no
último sábado (19), no boletim da Universidade Nacional Autônoma do México
(Unam), Luz María Velázquez Reyes, do Instituto Superior de Ciências da
Educação do Estado do México, chamou a atenção para a exposição dos jovens às
diversas formas de violência social online.
A
pesquisadora lembrou que a violência muda de acordo com os tempos. De acordo
com ela, a chamada "Geração Messenger sofre com o lado negativo das tecnologias”.
Os jovens, por terem mais acesso às tecnologias de comunicação e informação,
são também os mais expostos às violências sociais online. Velázquez Reyes
destacou ações como o "sexting”, envio de conteúdos eróticos ou pornográficos
através de dispositivos móveis, e o "sexcasting”, troca de mensagens sexuais em
serviços de conversas instantâneas.
Os
jovens também estão expostos a violências como "sextosión”, ou seja, chantagens
com fotografias ou vídeos do/a jovem sem roupas ou em relações íntimas que
foram compartilhados por "sexting” com fins de exploração sexual; e como
"grooming”, ação de um adulto de se aproximar de crianças ou adolescentes na
internet com o objetivo de praticar abuso sexual.
Essas
são algumas das violências online a que os jovens estão expostos. A pesquisadora
alerta ainda para a quantidade de jovens que possuem dispositivos móveis como
celular e computador. Em entrevistas realizadas com 708 universitários, Velázquez
Reyes constatou que, de cada dez jovens, nove tinham telefone celular. Dos
entrevistados, 42% ainda afirmaram possuir um computador no quarto, 37%
disseram que tinham laptop ou netbook, e seis de cada dez revelaram que
possuíam acesso à internet.
Em
relação à violência social online, a pesquisadora revelou que oito de cada dez
jovens entrevistados já haviam visto imagens de pessoas nuas ou seminuas nas
redes sociais e dois de cada dez já haviam recebido convites para serem
fotografados em poses eróticas ou pornográficas.
A
pesquisadora ainda destacou que 45% dos jovens já compartilharam conteúdos
eróticos recebidos por celular; um de cada dez já publicou esses tipos de
materiais em seus perfis online ou enviaram para seus contatos; e seis de cada
dez afirmaram que já receberam esse tipo de conteúdo. Além disso, 55% dos
entrevistados responderam "sim” à pergunta: "Conheces alguém que guarde
fotografias ou vídeos de namoradas?”
Leia
a nota completa em:
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