Depois do discurso preconceituoso, reacionário e homofóbico do deputado Jair Bolsonaro no Plenário da Câmara http://www.youtube.com/watch?v=En0-_ODeWYQ é hora dessa turma rever os conceitos e o ódio contra as diferenças. Essa notícia postada pela Adital é um passo na luta contra a homofobia.
Esta é a conclusão do estudo "Crianças e adolescentes e discriminação”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef, lançado neste mês no Chile
Por Natasha Pitts
A educação de qualidade é capaz de erradicar a
discriminação e, em especial, a homofobia. Esta é a conclusão do estudo
"Crianças e adolescentes e discriminação”, do Fundo das Nações Unidas
para a Infância – Unicef, lançado neste mês no Chile. A pesquisa foi
feita com 1.614 crianças e adolescentes do 7º ao 4º médio de Iquique,
Santiago, Concepción e Temuco para conhecer os principais preconceitos e
detectar os níveis de discriminação no âmbito escolar.
O estudo constatou que a discriminação contra gays e
lésbicas é mais intensa em escolas públicas do que em escolas
particulares subsidiadas e particulares pagas. O Movimento de Integração
e Libertação Homossexual (Movilh) comemorou o resultado.
"Esta situação demonstra em primeiro lugar que é
possível reduzir todo tipo de discriminação, inclusive a homofobia,
através de uma educação de qualidade, pois é claro que maior
conhecimento e capacidade para resolver conflitos, assim como melhor
compreensão do ambiente que nos rodeiam, a ignorância, os temores e os
preconceitos diminuem, beneficiando-se a diversidade social e a
sociedade como conjunto”, apontou o Movilh.
A pesquisa foi feita por meio de perguntas sobre
diversos temas, entre eles, orientação sexual. Os/as alunos/as
responderam questionamentos como: Os gays e lésbicas não deveriam ser
professores/as, pois é um risco para as crianças? Neste caso, 39,5 %
responderam estar ‘de acordo’ ou ‘muito de acordo’. Dois pontos a menos
que em 2004. Na mesma consulta, o resultado foi de 49,4% para menores de
14 anos, de 32,3% para maiores desta idade, 48,8% em escolas municipais
(EM), 37,5% em particulares subsidiadas (PS) e de 29,8% em particulares
pagas (PP).
Sobre a afirmação ‘Os gays e as lésbicas são pessoas sem
moral’, 32,7% dos consultados afirmou estar ‘de acordo’ ou ‘muito de
acordo’. Este número sobre para 42,7% entre os menores de 14 anos e
baixa para 25,3% entre os maiores. Esta mesma afirmação resultou em
cifras de 43,7% em EM, 30,2 em escolas OS e 22,1% em PP.
Para o Movilh, a diferença de resposta entre os alunos
menores e maiores de 14 anos se explica pelo fato de que "à medida que
as pessoas crescem vão recebendo mais informações”.
As respostas para a frase ‘Parece-me bem que gays e
lésbicas ocupem cargos de importância’ foram as seguintes: 60,2% estão
de acordo, 54,2% entre os menores de 14 anos; 64,4% entre maiores dessa
idade; 57% em estabelecimentos municipais; 60,4 % em particulares
subsidiados e 66% nos particulares pagos.
Sobre as brincadeiras mais comuns no âmbito escolar, dos
1.614 consultados, 33,3% afirmaram já haver chamado outros alunos de
"maricón, gay ou camiona”. Para o Movimento, estes dados "demonstram a
urgente necessidade que as políticas do Ministério da Educação contra a
violência escolar, que desde o ano passado consideram à diversidade
sexual, sejam colocadas efetivamente na prática e intensifiquem suas
ações”.
O Movimento de Integração e Libertação Homossexual
assegura que sua parte continuará sendo feita. "Continuaremos com nossos
debates nos estabelecimentos educacionais, assim como com a
distribuição do manual "Educando na Diversidade, Orientação Sexual e
Identidade de Gênero nas Aulas”, que já está em mais de 400 colégio e
liceus de todo o país e vem dando resultados exitosos”.
O estudo pode ser acessado no link: http://www.unicef.cl/pdf/PPTLaVozDiscriminacion2011.pdf
Publicado por Adital.
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